Esse blog tem a finalidade de fomentar a poesia, estimulando o interesse dos pombalenses pela poesia popular em suas diversas modalidades, sedo também uma forma de descobrir novos talentos, despertando o interesse dos mais jovens em manter viva tradições como a Literatura de Cordel e o Repente, possibilitando ainda a integração cultural e social, contribuindo para o enriquecimento da literatura local.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
SAUDADE DO MEU PAI
SAUDADE DO MEU PAI José Andrade de Matos * 29/05/1938 + 16/06/2014 Ribeira do Pombal, BA,
18/06/2017
O tempo passa depressa E me traz recordação Do velho pai que se foi Por quem tinha estimação Encaro a realidade Mas bate forte a saudade E me aperta o coração Sinto falta das conversas Do carinho e atenção Dos conselhos que me dava E da sua proteção Das suas palavras duras Recheadas de ternura Me ensinando uma lição Saudade do olhar sereno Dos braços que me envolvia Da mão forte e calejada Que vez ou outra me erguia Estando sempre ao meu lado Estando eu certo ou errado Seu conselho me valia Saudade do papai sério Sisudo que me educou Mas que nas horas difíceis Nunca me abandonou Na vida me fez seguir Não me deixou desistir Devo a ele hoje o que sou Saudade da sua voz Transmitindo confiança E do afago paterno Me enchendo de esperança Sobre mim hoje recai A saudade do meu pai Que só me resta lembrança Saudade sempre terei E honrarei seu legado Sendo honesto e verdadeiro Como me foi ensinado Seus valores, minha herança Neles tenho segurança Nunca deixarei de lado Não posso mudar o passado Mas posso olhar pro futuro Aguardando um reencontro Creio e estou seguro No que Deus promete a mim A morte não é o fim E isto eu asseguro Embora a vida se vá Jesus nos dá esperança Nos promete um mundo novo Que nos dará por herança Será a nossa guarida Repousemos nossa vida Nesta bendita esperança A este mundo brevemente Cristo prometeu voltar Para por um fim a morte E os seus ressuscitar Os mortos ressurgirão Palavra da salvação Para os que nEle confiar Neste mundo tudo pode Passar, falhar e frustrar Pode até cair o mundo As águas do mar secar Mas as promessas de Deus De que virá buscar os seus Por certo não falhará. Manoel
Messias Andrade de Matos é
professor, poeta cordelista, escritor e pesquisador da
literatura de cordel .
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